Quando vamos definir o que é Linux, temos duas explicações: A simples ou a detalhada.

A simples é: Linux é um Sistema Operacional, assim como o Windows e o Mac OS, que possibilita a execução de programas em um computador e outros dispositivos. Mas ele tem um diferencial frente aos outros dois citados: O Linux pode ser livremente modificado e distribuído.

A detalhada é:  Linux é o nome dado apenas ao núcleo do sistema operacional, chamado de Kernel.

Kernel é um conjunto de instruções que controla como será usado o processador, a memória, o disco e dispositivos periféricos. É o software presente em todo sistema operacional que dita como o computador deve funcionar. O Kernel Linux foi criado pelo Linus Torvalds, com a primeira versão oficial lançada em 1991.
Mas além do Kernel, são necessários outros programas adicionais para que seja formado um sistema operacional, como interpretadores de comandos, compiladores para que seja possível o desenvolvimento de novos programas, editores de textos e assim por diante. E então você deve estar se perguntando…

Se o Linux é apenas o Kernel, e o resto dos programas? Eles também são livres?

Desde o começo dos anos 1980, um projeto chamado de GNU estava sendo criado por Richard Stallman e tinha como meta o desenvolvimento de um sistema operacional livre baseado no Unix. O projeto então conseguiu, no final da década de 80, criar uma licença de software chamada de GPL, ou General Public License. Essa licença passou a permitir a modificação livre do código de um programa, desde que distribuído posteriormente desta mesma forma, desde que fossem mantidos os créditos dos desenvolvedores. A GPL e o GNU cresceram tanto no meio da comunidade dos programadores do mundo que ao longo de cinco anos o projeto já tinha criado a maior parte dos programas essenciais para um sistema operacional, faltando apenas um Kernel livre.

Em 1992, já com Linux pronto, Linus Torvalds adere a licença GPL, tornando assim o Linux um software livre. A “fusão” das ferramentas do projetos GNU com o Kernel Linux deu origem ao sistema operacional GNU/Linux.
Então, o que conhecemos como o sistema operacional Linux, é o GNU/Linux, ou seja, o kernel + programas essenciais + softwares de uso diário, muitas vezes.

O Linux é onipresente

O projeto GNU e a GPL foram uma revolução, sem dúvidas, e o Kernel Linux tornou possível que quase toda a web como conhecemos hoje seja baseada neles.

Nossos celulares android, os roteadores das nossas casas, as nuvens Amazon, bancos de dados MySQL, linguagem PHP, JAVA e Javascript, seu Facebook ou até mesmo o seu Netflix são baseados em Linux e outras licenças GPL. Portanto, apesar de você não conhecer, depende do Linux diariamente.

Não é um pouco assustador depender de algo que você nem entende como funciona? Carl Sagan achava…

 

 

Preciso aprender Linux, então?

Como citamos antes, aprender Linux agrega muito a você, programador, estudante de computação, ou apenas nerd curioso que quer te mais conhecimento sobre como funciona um sistema operacional e como executar coisas tarefas pela linha de comando. Mas essa não é a única forma de utilizar o Linux. Ao longo dos anos, o Linux ganhou centenas de aplicativos que permitiram seu uso não só em servidores, por meio de linha de comando, mas também em desktops utilizando sistema de janelas e mouse, de uma forma muito similar ao uso do Windows ou Mac OS.
Existem distribuições Linux para todos os gostos e tipos de usuários (Ah, as maravilhas do mundo do software livre s2).

O que é uma Distribuição Linux?

Uma distribuição é um projeto com objetivo de empacotar um conjunto de aplicações Linux, com padrões estabelecidos e um assistente para instalação. É uma facilidade para que você não tenha que escolher peça por peça, software por software, que muitas vezes nem seriam compatíveis, e dar problemas.
Existem distribuições voltadas para servidores, superfícies touch, desktops, mais fáceis ou mais difíceis de usar. Tudo depende do fim a que se destina o computador.

Começar a utilizar um novo sistema operacional pode parece confuso e difícil a princípio, mas lembre-se que você terá garantidas as 4 liberdades essenciais, coisa que você não teria utilizando uma SO proprietário, amigo nerd! 😉